Iniciação ao Linux – Diferenças e Semelhanças com MS DOS

Publicado: 2 de fevereiro de 2014 em Linux

O texto abaixo é indicado para usuários que tiveram um primeiro contato com o sistema operacional Windows e querem migrar ou se interessam pelo sistema operacional Linux, é de extrema importância que você use o link a seguir para uma melhor aproximação ao universo Linux:

Comandos Linux: http://linuxcommand.org/

Sobre o Linux:

  • O Linux é livre e desenvolvido voluntariamente por programadores experientes e pessoas ao redor do mundo.
  • No Linux não é requerida uma licença para seu uso.
  • O Linux é pode ser instalado com outros sistemas operacionais no mesmo computador.
  • O Linux é multitarefas.
  • O Linux é multiusuário.
  • O Linux possui suporte a nomes extensos de arquivos e diretórios.
  • O Linux possui conectividade com outros tipos de plataformas.
  • O Linux possui proteção entre processos executados na memória RAM
  • O Linux possui suporte múltiplos terminais virtuais (consoles).
  • O Linux somente carrega para a memória o que é usado durante o processamento, liberando totalmente a memória assim que o programa/dispositivo é finalizado.
  • No Linux os drivers dos periféricos e recursos do sistema podem ser carregados e removidos completamente da memória RAM a qualquer momento.
  • No Linux não há a necessidade de reiniciar o sistema após modificar a configuração de qualquer periférico ou parâmetros de rede.
  • O Linux é leve e não precisa de um processador potente para funcionar.
  • No Linux as novas versões do sistema não provocam lentidão.
  • O Linux acessa corretamente discos formatados por vários outros OS.
  • O Linux não é vulnerável  a vírus, estes tornam-se inúteis pois tem sua ação limitada pelas restrições de acesso do sistema de arquivos e execução.
  • No Linux redes TCP/IP são mais rápidas e tem sua pilha constantemente melhorada. O GNU/Linux tem suporte nativo a redes TCP/IP e não depende de uma camada intermediária como o WinSock. Em acessos via modem a Internet, a velocidade de transmissão é 10% maior.
  • O Linux possui suporte a dispositivos USB.
  • O Linux possui suporte a Fireware.
  • O Linux possui dispositivos Wireless.
  • O Linux possui vários tipos de firewalls de alta qualidade e com grande poder de segurança gratuitos Roteamento estático e dinâmico de pacotes.
  • O Linux possui ponte entre Redes.
  • O Linux possui proxy Tradicional e Transparente.
  • O Linux por ser um sistema operacional de código aberto, você pode ver o que o código fonte (instruções digitadas pelo programador) e adapta-lo as suas necessidades ou de sua empresa.

Caracteres:

Linux é Case Sensitive ou seja, ele diferencia letras maiúsculas e minúsculas nos arquivos e comandos.

Arquivos e Extenções:

O .txt indica que o conteúdo é um arquivo texto.

O .sh – Arquivo de Script (interpretado por /bin/sh).

O .log – Registro de algum programa no sistema.

O .gz – Arquivo compactado pelo utilitário gzip.

O .tar – Arquivos agrupados pelo utilitário tar.

O .so – Arquivo de biblioteca compilada e significa objeto compartilhado
e é semelhante a uma DLL do Windows.

Diretórios:

/bin Contém arquivos executáveis do sistema que são usados com freqüência pelos usuários.

/boot Contém arquivos necessários para a inicialização do sistema.

/cdrom Ponto de montagem da unidade de CD-ROM.

/dev Contém arquivos usados para acessar dispositivos existentes no computador.

/etc Arquivos de configuração de seu computador local.

/floppy Ponto de montagem de unidade de disquetes.

/home Diretórios contendo os arquivos dos usuários.

/lib Bibliotecas compartilhadas pelos programas do sistema e módulos do kernel.

/lost+found Local para a gravação de arquivos/diretórios recuperados pelo utilitário fsck.ext2. Cada partição possui seu próprio diretório lost+found.

/mnt Ponto de montagem temporário.

/proc Sistema de arquivos do kernel. Este diretório não existe em seu disco rígido, ele é colocado lá pelo kernel e usado por diversos programas que fazem sua leitura, verificam configurações do sistema ou modificar o funcionamento de dispositivos do sistema através da alteração em seus arquivos.

/root Diretório do usuário root.

/sbin Diretório de programas usados pelo superusuário (root) para administração e controle do funcionamento do sistema.

/tmp Diretório para armazenamento de arquivos temporários criados por programas.

/usr Contém maior parte de seus programas. Normalmente acessível somente como leitura.

/var Contém maior parte dos arquivos que são gravados com freqüência pelos programas do sistema, e-mails, spool de impressora, cache, etc.

Comandos

Comandos são ordens que passamos ao sistema operacional para executar uma determinada tarefa. Cada comando tem uma função específica, devemos saber a função de cada comando e escolher o mais adequado para fazer o que desejamos, por exemplo:

ls – Mostra arquivos de diretórios.

cd – Para mudar de diretório É sempre usado um espaço depois do comando para separá-lo de uma opção ou parâmetro que será passado para o processamento.

Um comando pode receber opções e parâmetros:

Opções : As opções são usadas para controlar como o comando será executado, por exemplo, para fazer uma listagem mostrando o dono, grupo, tamanho dos arquivos você deve digitar ls -l.

Parâmetros: Um parâmetro identifica o caminho, origem, destino, entrada padrão ou saída
padrão que será passada ao comando.

Comandos Internos:

São comandos que estão localizados dentro do interpretador de comandos (normalmente o Bash) e não no disco. Eles são carregados na memória RAM do computador junto com o interpretador de comandos.

Quando executa um comando, o interpretador de comandos verifica primeiro se ele é um Comando Interno caso não seja é verificado se é um Comando Externo. Exemplos de comandos internos são: cd, exit, echo, bg, fg, source, help.

Comandos Externos:

São comandos que estão localizados no disco. Os comandos são procurados no disco usando o path e executados assim que encontrados.

Prompt de comando:

prompt é uma linha mostrada na tela para digitação de comandos que serão passados ao interpretador de comandos para sua execução:

# (sustenido) – aviso de comando do usuário root.

$ (dollar) – aviso de comando de usuários.

Exemplo:

Spawn:/home/usuario# ou usuario@Spawn$

O Interpretador de comandos (Shell)

É o programa responsável em interpretar as instruções enviadas pelo usuário e seus programas ao sistema operacional (o kernel). Ele que executa comandos lidos do dispositivo de entrada padrão (teclado) ou de um arquivo executável. É a principal ligação entre o usuário, os programas e o kernel. O GNU/Linux possui diversos tipos de interpretadores de comandos, entre eles posso destacar o bash, ash, csh, tcsh, sh, etc. Entre eles o mais usado é o bash. O interpretador de comandos do DOS, por exemplo, é o command.com.

Terminal Virtual (console)

Terminal (ou console) é o teclado e tela conectados em seu computador. O GNU/Linux faz uso de sua característica multi-usuária usando os “terminais virtuais”. Um terminal virtual é uma segunda seção de trabalho completamente independente de outras, que pode ser acessada no computador local ou remotamente via telnet, ssh, etc.

No GNU/Linux, em modo texto, você pode acessar outros terminais virtuais segurando a tecla ALT e pressionando F1 a F6. Cada tecla de função corresponde a um número de terminal do 1 ao 6 (o sétimo é usado por padrão pelo ambiente gráfico X). O GNU/Linux possui mais de 63 terminais virtuais, mas apenas 6 estão disponíveis inicialmente por motivos de economia de memória RAM.

Se estiver usando o modo gráfico, você deve segurar CTRL+ ALT enquanto pressiona uma tela de <F1> a <F6>.Um exemplo prático: Se você estiver usando o sistema no Terminal 1 com o nome “joao” e desejar entrar como “root” para instalar algum programa, segure ALT enquanto pressiona <F2> para abrir o segundo terminal virtual e faça o login como “root”. Será aberta uma nova seção para o usuário “root” e você poderá retornar a hora que quiser para o primeiro terminal pressionando ALT+<F1>.

Curingas

é um recurso usado para especificar um ou mais arquivos ou diretórios do sistema de uma só vez. Este é um recurso permite que você faça a filtragem do que será listado, copiado, apagado, etc.

* – Faz referência a um nome completo/restante de um arquivo/diretório.

? – Faz referência a uma letra naquela posição.

[padrão] – Faz referência a uma faixa de caracteres de um arquivo/diretório. Por exemplo [^abc] faz referência a qualquer caracter exceto a, b e c.

LINUX e o DOS/WINDOWS

No GNU/Linux os diretório são identificados por uma barra simples (/) e não por uma barra invertida (\) como acontece no DOS. Para entrar no diretório /bin, você deve usar cd /bin.

Os comandos são case-sensitive, o que significa que ele diferencia as letras maiúsculas de minúsculas em arquivos e diretórios. O comando ls e LS são completamente diferentes.

A multitarefa lhe permite usar vários programas simultaneamente.

Dispositivos DOS/Windows e Linux

A: = /dev/fd0

B: =/dev/fd1

C: = /dev/hda1

LPT1 = /dev/lp0

LPT2 = /dev/lp1

LPT3 = /dev/lp2

COM1 = /dev/ttyS0

COM2 = /dev/ttyS1

COM3 = /dev/ttyS2

COM4 = /dev/ttyS3

Comando Linux/Dos

clear(cls) – Apaga a tela do console.

ls (dir)- mostra a arvore de diretórios.

cd (cd) – entra em um diretório, cd sem parâmetros retorna ao diretório de usuário e também permite o uso de “cd -” para retornar ao diretório anteriormente acessado.

rm (del) – apaga um arquivo. O rm do Linux permite especificar diversos arquivos que serão apagados (rm arquivo1 arquivo2 arquivo3).Para ser mostrados os arquivos agados, deve-se especificar o parâmetro “-v” ao comando, e “-i” para pedir a confirmação ao apagar arquivos.

mkdir(md) – cria um diretório. No Linux permite que vários diretórios sejam criados de uma só vez (mkdir /tmp/a /tmp/b…).

cp (copy) – copia arquivos. Para ser mostrados os arquivos enquanto estão sendo copiados, deve-se usar a opção “-v”, e para que ele pergunte se deseja substituir um arquivo já existente, deve-se usar a opção “-i”.

echo (echo) – apresenta um texto na tela de um terminal de computador.

path (path) – especifica um caminho. No Linux deve ser usado “:” para separar os diretórios e usar o comando “export PATH=caminho1:/caminho2:/caminho3:” para definir a variável de ambiente PATH. O path atual pode ser visualizado através do comando “echo $PATH”.

mv (ren)- renomear arquivos. No Linux não é possível renomear vários arquivos de uma só vez (como “ren *.txt *.bak”). É necessário usar um shell script para fazer isto.

cat (type)- mostra um arquivo texto.

uname -a (ver) – mostra a versão do sistema.

date (date/time) No Linux mostra/modifica a Data e Hora do sistema.

chmod (attrib ) atribui direitos aos arquivos. O chmod possui mais opções por tratar permissões de acesso de leitura, gravação e execução para donos, grupos e outros usuários.

fsck.ext2 (scandisk) escaneia o disco. O fsck é mais rápido e extensivo na checagem.

fdisk, cfdisk (fdisk) particiona discos. Os particionadores do Linux trabalham com praticamente todos os tipos de partições de diversos sistemas de arquivos diferentes.

mkfs.ext2, mkfs.ext3, mkfs.reiserfs (format) – formata um disco, precisa apenas que seja especificado o dispositivo a ser formatado como “/dev/fd0” ou “/dev/hda10” (o tipo de identificação usada no Linux), ao invés de “A:” ou “C:”.

man, info (help) – ajuda dos comandos.

plip (interlnk) –  transfere dados entre computadores. O plip do Linux permite que sejam montadas redes reais a partir de uma conexão via Cabo Paralelo ou Serial. A máquina pode fazer tudo o que poderia fazer conectada em uma rede (na realidade é uma rede e usa o TCP/IP como protocolo)inclusive navegar na Internet, enviar emails, irc, etc.

e2label (label) – rotula um disco. É necessário especificar a partição que terá o nome modificado;

cat /proc/meminfo (mem)-  mostra detalhes sobre a quantidade de dados em buffers, cache e memória virtual (disco).

top (taskmgr) – gerenciador de processos.

mv (move) – move arquivos. Para ser mostrados os arquivos enquanto estão sendo movidos, deve-se usar a opção “-v”, e para que ele pergunte se deseja substituir um arquivo já existente deve-se usar a opção “-i”.

more, less (more) visualiza ou edita arquivos texto, mas o less permite que sejam usadas as setas para cima e para baixo, o que torna a leitura do texto muito mais agradável.

tar (backup) – copia e compacta arquivos. O tar permite o uso de compactação (através do parâmetro -z) e tem um melhor esquema de recuperação de arquivos corrompidos que já segue evoluindo há 30 anos em sistemas UNIX.

lpr (print) –  adicionar um arquivo de texto para a fila de impressão.O lpr é mais rápido e permite até mesmo impressões de gráficos ou arquivos compactados diretamente caso seja usado o programa magicfilter. É o programa de Spool de impressoras usados no sistema Linux/Unix.

cp -R (xcopy) – é uma versão poderosa do comando de cópia com recursos adicionais, tem a capacidade de transferência de arquivos, diretórios e discos inteiros, mesmo a partir de um único local. Requer que seja usado a opção “-v” para mostrar os arquivos que estão sendo copiados e “-i” para pedir confirmação de substituição de arquivos.

Programas Windows/Linux

MS Word – Open Office Writer,Corel Word Perfect.

MS Excel – Open Office Calc.

MS PowerPoint – Open Office Impress.

MS Access – Open Office SQL,Oracle.

MS Frontpage – Netscape Composer, zope, php3, php4, wdm,htdig.

MS Outlook – Mozilla Thunderbird, Pine, Mutt, sylpheed.

Internet Explorer – Mozilla Firefox, Netscape, Arena, konqueror, Mozilla, lynx.

Photoshop – The Gimp.

Winamp – xmms.

Windows media player – mplayer, playmidi, xwave, kaffeine.

Agente de Sistema  – cron.

Mixer (Volume) – aumix, cam, alsamixer.

IIS – Web Server Apache.

Exchange – Sendmail, Postfix, Exim, Qmail, Xmail.

Wingate, MS Proxy – Squid, Apache, ip masquerade, nat,diald, exim.

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