O ASP.NET é um framework web livre para a construção de sites e aplicativos da Web usando HTML, CSS e JavaScript. Você também pode criar APIs Web, sites móveis, utilizar as tecnologias em tempo real como Web Sockets e muito mais. O Framework ASP.NET oferece três modelos para a criação de aplicações para a internet: Web Forms, ASP.NET MVC e páginas da Web ASP.NET. Todos os três modelos são estáveis ​​e maduros, e você pode criar grandes aplicações web com qualquer um deles. Não importa o framework que você escolher, você vai ter todos os benefícios e recursos do ASP.NET em todos os lugares.

Cada Framework tem como alvo um estilo de desenvolvimento diferente. O que você escolher depende de uma combinação de seus ativos de programação (conhecimento, habilidades e experiência em desenvolvimento), o tipo de aplicação que você está criando, segundo a Microsoft todos os três modelos serão apoiados, atualizados e melhorados em futuras versões do ASP.NET.

Para programar gratuitamente utilizando o framework ASP.NET utilize o Visual Studio Express for Web:

VS Express Web: http://www.visualstudio.com/downloads/download-visual-studio-vs#d-express-web

Sobre ASP.NET e a Microsoft

Como sabemos a Microsoft é uma empresa de softwares proprietários ou seja sistemas que não estão sobre uma licença aberta, então é muito comum novos desenvolvedores ou até desenvolvedores experientes que migraram das antigas tecnologias do Windows para o .NET Framework pensarem que toda tecnologia e as técnicas que estão utilizando são de propriedade da Microsoft, mas não são, a maioria dos padrões estabelecidos que você usa quando utiliza o .NET Framework não são da Microsoft, por exemplo, o .NET Framework e a linguagem de programação C# são muito, mas muito parecidos com a tecnologia Java, utilizando vários de seus padrões, se analisarmos os programas mais básicos quase não se nota diferença de sintaxe e quando a sintaxe é diferente os objetos ainda possuem um proposito muito semelhantes. Utilize o link a seguir para saber sobre este assunto:

C# para desenvolvedores Java: http://msdn.microsoft.com/en-us/library/ms228602(v=vs.90).aspx

Com o ASP.NET a coisa funciona do mesmo jeito só que um pouco mais acentuado, pois a internet utiliza vários padrões e tecnologias de código aberto, tornando o ASP.NET dependente destas tecnologias e padrões para se tornar competitivo, entre os mais básicos estão o HTML, CSS, Javascript até os padrões e frameworks mais avançados como os que estão sob a licença Apache (principal concorrente do servidor web Microsoft para ASP.NET o IIS). Entre estas tecnologias e padrões estão também os Design Patterns como o MVC, isto, MVC não é uma tecnologia da Microsoft e nem é uma tecnologia em si, e sim um Desing Pattern, para que você tenha uma ideia o Pattern MVC existe desde 1979  e após ser amplamente utilizado por vários frameworks de código aberto, só em 2009 foi adotado pela Microsoft, como uma novidade para a tecnologia ASP.NET:

Para saber mais sobre as tecnologias e padrões externos do ASP.NET utilize o link a seguir:

ASP.NET Open Source: http://www.asp.net/open-source

Criando uma Aplicação ASP.NET com C#

Quando você cria uma aplicação ASP.NET pelos Templates do Visual Studio, é gerado uma aplicação completa, utilizando vários elementos da tecnologia ASP.NET, no entanto as paginas ASP.NET são um pouco mais pesadas do que outras tecnologias da web, para resolver este problema você pode criar projetos à partir de modelos vazios ou utilizar alguns frameworks baseados em javascript, caso tenha intuito de fazer uma aplicação rápida e enxuta. Para criar uma aplicação ASP.NET a partir do zero siga os seguintes passos:

1 – Abra o Visual Studio e crie um novo projeto C# para web do tipo ASP.NET Web Application, dê um nome para sua solução e clique em OK:

Web Application

Web Application

2 – Escolha um projeto C# Empty (vazio) e clique em OK:

Projeto Vazio

Projeto Vazio

3 – Para criar uma pagina Aspx, clique no seu projeto com o botão direito na janela Solution Explorer e selecione ADD, Webform. Uma pagina XHTML com código HTML básico será criado para você. A IDE para ASP.NET é muito semelhante aos Windows Forms, utilizando as abas Design e Code para alternar entre a IDE Visual e a IDE de código ou ainda Split, para ter as duas visões ao mesmo tempo. Utilize o código HTML abaixo para completar seu código gerado automaticamente:

Página ASP.NET

Página ASP.NET

4 – O ASP.NET utiliza um conceito de Code-Behind, a cada pagina ASPX você tem uma classe com código C#, isso permite uma separação limpa de seu HTML de sua lógica de apresentação e também o conceito de código in-line que é o código que está incorporado diretamente dentro da página ASP.NET. Uma pagina WebForms nada mais é que uma pagina ASPX que utiliza FORM HTML e também componentes criados pelo framework WebForms do ASP.NET. Vamos utilizar para este exemplo objetos HTML e não ASP.NET. Você pode notar que quando utilizou o código HTML abaixo e clicou no botão de Design, automaticamente os componentes do formulário HTML foram reconhecidos, exceto pelo código in-line dinâmico que utilizamos na pagina ASPX:

Design - HTML

Design – HTML

5 – Complete a classe C# com o código abaixo e rode o programa, o resultado será exibido no navegador web padrão:

Navegador - Web - ASPX

Navegador – Web – ASPX

6 – Assim que você clica no botão o código da classe por traz da sua pagina é executado, capturando os valores do código HTML para serem utilizados em sua pagina:

Code-behind

Code-behind

Exemplo:

Neste exemplo criamos uma aplicação ASP.NET à partir de um modelo de projeto vazio e utilizamos uma pagina WebForms para criar nossa pagina web com formulários do tipo HTML, utilizamos C# para executar as ações da nossa pagina através do conceito de código ASP.NET chamados de code-behind e in-line.

XHTML

<%@ Page Language="C#" AutoEventWireup="true" CodeBehind="default.aspx.cs" Inherits="DaAspNet1._default" %>

<!DOCTYPE html>

<html xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">
<head runat="server">
    <title></title>
</head>
<body>
    <form id="form1" runat="server">
    <div>
    <fieldset>
            <p>
               <!-- Este é o modo de escrever código C# em uma pagina html -->
               <!-- utilize a marcação abaixo: -->
               <%
                  Response.Write("Desenvolvimento Aberto (Titulo C# Dinâmico)");
               %>
            </p>
            <br />
            <legend>Escolha uma banda:</legend>
            <br /> Seu Nome:<br /> <input type="text" name="Nome" /> <br />
            <br /> Bandas: <br /> <select name="bandas">
                    <option value="Stone Temple Pilots">Stone Temple Pilots</option>
                    <option value="Alice in Chains">Alice in Chains</option>
                    <option value="Screaming trees" selected>Screaming trees</option>
                    <option value="Mother Love bone">Mother Love bone</option>
            </select> <br /> <br />

        <!-- Cria um botão HTML para ASP.NET!-->
       <input id="Meubotao" runat="server" class="button right" onserverclick="Meubotao_ServerClick" type="button" value="Enviar" />
    </fieldset>
    </div>
    </form>
</body>
</html>

C#

using System;
using System.Collections.Generic;
using System.Linq;
using System.Web;
using System.Web.UI;
using System.Web.UI.WebControls;

namespace DaAspNet1
{
    public partial class _default : System.Web.UI.Page
    {

        protected void Page_Load(object sender, EventArgs e)
        {

        }

        protected void Meubotao_ServerClick(object sender, EventArgs e)
        {
            // Recupera dados do HTML
            String nome = Request.Form["Nome"];
            String banda = Request.Form["bandas"];

            // Cria HTML Dinâmico
            Response.Write("Desenvolvimento Aberto ASP.NET: <br />" );
            Response.Write("Nome: " + nome + " <br />");
            Response.Write("Banda escolhida: " + banda + " <br />");
        }        

    }
}

JSP – JavaServer Pages – Java

Publicado: 10 de outubro de 2014 em Java

A tecnologia JavaServer Pages (JSP) permite que você crie facilmente conteúdo da web de modo estático e dinâmico. A Tecnologia JSP disponibiliza todas as capacidades dinâmicas da tecnologia Java Servlet, mas fornece uma abordagem mais natural para a criação de conteúdo estático. Uma página JSP é um documento de texto que contém dois tipos de texto: dados estáticos, que podem ser expressos em qualquer formato baseado em texto como o HTML, SVG, WML e XML, e elementos JSP, que constroem conteúdo dinâmico.

Um Scriptlet pode conter instruções da linguagem Java, declarações de variáveis, método, ou expressões que são válidas na língua e podem ser utilizadas em páginas JSP.

Para saber mais sobre a linguagem de scripts utilizada neste exemplo, em especial HTML Forms, você pode utilizar a documentação aberta para web fornecida pela Mozilla no seguinte link:

MDN: https://developer.mozilla.org/en-US/docs/Web/Guide/HTML/Forms

Criando um Projeto JSP Utilizando Servlet

1 – Crie um novo projeto do tipo Dynamic Web Project, e o nomeie de DaJSP. Com o botão direito no nome do projeto escolha New e selecione JSP File, o nomeie de index.jsp e clique em Next:

Arquivo JSP

Arquivo JSP

2 – Escolha o arquivo do tipo JSP (xhtml):

JSP - XHTML

JSP – XHTML

3 – Crie um novo Servlet chamado de ServletAcao apenas com o método service, utilize o código abaixo para completar os dois arquivos gerados automaticamente pela IDE Eclipse, o index.jsp e a classe ServletAcao. Clique em Run com o arquivo index.jsp aberto na IDE e o teste:

Rodando a Página JSP

Rodando a Página JSP

4 – Utilize a URL do Eclipse no navegador para ver como a pagina JSP se comporta em um Browser:

Index.jsp

Index.jsp

5 – Após clicar no botão da pagina o Servlet é utilizado através da ação do formulário HTML e o conteúdo Java da classe ServletAcao é executado:

Servlet - Java

Servlet – Java

Exemplo:

Neste exemplo criamos um projeto para web dinâmico que utiliza uma pagina JSP e um Servlet, utilizamos o Java no HTML através de declarações de Scriptlets e utilizamos o Servlet em conjunto com a ação da tag Form da pagina XHTML para que classe do Servlet execute seu conteúdo.

JSP

<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1" ?>
<%@ page language="java" contentType="text/html; charset=ISO-8859-1"
	pageEncoding="ISO-8859-1"%>
<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-transitional.dtd">
<html xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">
<head>
<meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=ISO-8859-1" />
<title>Desenvolvimento Aberto - Servlet & Java Server Pages</title>
</head>
<body>
	<p>
		<!-- Este é o modo de escrever código Java em uma pagina html -->
		<!-- utilize a marcação abaixo: -->
		<%
			out.println("Desenvolvimento Aberto (Titulo Java Dinâmico)");
		%>
	</p>
	<br />
	<form action="servletacao">
		<fieldset>
			<legend>Escolha uma banda:</legend>
			<br /> Seu Nome:<br /> <input type="text" name="Nome"> <br />
			<br /> Bandas: <br /> <select name="bandas">
					<option value="Stone Temple Pilots">Stone Temple Pilots</option>
					<option value="Alice in Chains">Alice in Chains</option>
					<option value="Screaming trees" selected>Screaming trees</option>
					<option value="Mother Love bone">Mother Love bone</option>
			</select> <br></br> <input type="submit" value="Enviar">
		</fieldset>
	</form>
</body>
</html>

Java – Servlet

package org.desenvolvimento.aberto;

import java.io.IOException;
import java.io.PrintWriter;
import javax.servlet.ServletException;
import javax.servlet.annotation.WebServlet;
import javax.servlet.http.HttpServlet;
import javax.servlet.http.HttpServletRequest;
import javax.servlet.http.HttpServletResponse;

/**
 * Servlet implementation class ServletAcao Classe do Servlet
 */
@WebServlet("/servletacao")
public class ServletAcao extends HttpServlet {
	private static final long serialVersionUID = 1L;

	/**
	 * @see HttpServlet#HttpServlet() Construtor do Servlet
	 */
	public ServletAcao() {
		super();

	}

	/**
	 * @see HttpServlet#service(HttpServletRequest request, HttpServletResponse
	 *      response) Metodo de serviço do Servlet
	 * 
	 *      Utilizando Request e Response
	 */
	protected void service(HttpServletRequest request,
			HttpServletResponse response) throws ServletException, IOException {

		PrintWriter imprimir = response.getWriter();

		// Recupera parametros
		String nome = request.getParameter("Nome");
		String banda = request.getParameter("bandas");

		// Você também pode criar html dinâmico utilizando o Servlet
		imprimir.println("Desenvolvimento Aberto Servlet/JSP:");
		imprimir.println("Nome: " + nome);
		imprimir.println("Banda escolhida: " + banda);

	}

}

 

O Apache Tomcat Project mais recente inclui várias correções para problemas identificados em suas versões anteriores, bem como uma série de outras melhorias e mudanças. Configurar o Tomcat no Eclipse é fácil pois a IDE já comtempla uma integração com a empresa Apache tornando todo o procedimento muito simples. Atente-se que para utilizar a versão 8 do Tomcat no Eclipse você precisa ter a ultima versão do Eclipse ou atualizar a sua IDE com os releases mais recentes.

Configurando o Tomcat

Para configurar o Tomcat com sucesso, primeiro você precisa atribuir os direitos para que seu usuário possa acessar as configurações do Tomcat através da IDE Eclipse, digite o seguinte comando no terminal do Linux:

sudo chown -R user1 /var/local/apache-tomcat-8.0.14

1 – Abra a IDE Eclipse e no menu Window, na opção Show View e escolha Servers. A janela de servidores aparecerá no canto inferior do Eclipse dizendo que não há nenhum servidor disponível, clique em novo servidor e expanda a pasta Apache e selecione a opção Apache Tomcat V8.0 Server, em seguida clique em Next:

Apache Tomcat - Novo Servidor

Apache Tomcat – Novo Servidor

2 – Na janela seguinte escolha a pasta onde se encontra a instalação do Tomcat, em seguida o JRE de sua maquina e clique em Finish:

Local da Instalação e JRE

Local da Instalação e JRE

3 – Com o servidor já criado precisamos inicia-lo, porem o Tomcat roda por instancia e se a instancia principal do servidor já estiver rodando em seu computador encontraremos um conflito nas portas de comunicação do servidor, você pode parar (Stop) a instancia principal, ou modificar as portas da sua instancia dinâmica clicando duas vezes no seu servidor, na aba Serves, localizado no painel inferior do Eclipse, e mudar as portas para que não exista conflito entre instancias do Tomcat:

Tomcat - Instancia e Portas

Tomcat – Instancia e Portas

Pronto, basta iniciar o servidor clicando na seta verde ou na opção Start e já temos uma configuração básica do Tomcat para criar nossos programas web em Java.

 

Criando uma Aplicação Java Servlet e testando o Tomcat

A API Java Servlet encontrada no pacote javax.servlet proporciona ao desenvolvedor a possibilidade de adicionar conteúdo dinâmico em um servidor web usando a plataforma Java. Os Servlets são classes Java usadas para estender as funcionalidades de um servidor. Apesar dos Servlets poderem responder a quaisquer tipos de requisições, eles normalmente são usados para estender as aplicações hospedadas por servidores web. Podemos dizer que Servlets são os equivalentes Java a outras tecnologias de conteúdo Web dinâmico, como PHP, ASP.NET e muitos outros.

1 – Crie um novo projeto dinâmico para a web, para isto abra no menu a opção Project, New e escolha Dynamic Web Project, coloque o nome do projeto de DaServets e clique em Next:

Servlet - Novo Projeto

Servlet – Novo Projeto

2 – Na tela seguinte marque o cheque Generate web.xml deployment descriptor e clique em Finish:

Xml

Xml

3 – Agora precisamos criar um novo Servlet que é nada mais que uma classe no qual vamos programar. No nome do projeto na janela Project Explorer, clique com o botão direito, escolha New e escolha Servlet. Para o pacote nomeie como org.desenvolvimento.aberto e para a classe, MeuServlet e clique em Next:

Novo servlet

Novo servlet

4 – Na opção url mappings, para padronizar você pode editar a url e mudar todas as letras para caracteres em minúsculos e clique em Next:

Url - Mappings

Url – Mappings

5 – Na opção seguinte você pode escolher quais métodos serão criados automaticamente, desmarque o doPost e doGet e deixe somente service:

Métodos Automaticos

Métodos Automaticos

6 – Utilize o código abaixo para completar seu código gerado automaticamente e clique em Run para rodar o programa, escolha o servidor Tomcat e clique em Finish:

Escolhe Servidor

Escolhe Servidor

7 – Pronto, sua primeira aplicação web dinâmica foi executada com sucesso:

Hello World - Servlet Tomcat

Hello World – Servlet Tomcat

8 – Você pode abrir o seu navegador web e digitar a url do servidor para ver sua aplicação, utilize o seguinte endereço: http://localhost:9080/DaServets/meuservlet

Servlet - Navegador

Servlet – Navegador

Agora você já pode utilizar outros exemplos Java EE para saber mais sobre Java Enterprise.

Java

package com.desenvolvimento.aberto;

import java.io.IOException;
import java.io.PrintWriter;

import javax.servlet.ServletException;
import javax.servlet.annotation.WebServlet;
import javax.servlet.http.HttpServlet;
import javax.servlet.http.HttpServletRequest;
import javax.servlet.http.HttpServletResponse;

/**
 * Servlet implementation class MeuServlet
 * Classe
 */
@WebServlet("/meuservlet")
public class MeuServlet extends HttpServlet {
	private static final long serialVersionUID = 1L;

    /**
     * @see HttpServlet#HttpServlet()
     * Construtor da classe
     */
    public MeuServlet() {
        super();
        // TODO Auto-generated constructor stub
    }

	/**
	 * @see HttpServlet#service(HttpServletRequest request, HttpServletResponse response)
	 * Metodo service
	 */

	protected void service(HttpServletRequest request, HttpServletResponse response)
	                   		throws ServletException, IOException {

		PrintWriter imprimir = response.getWriter();
		imprimir.println("Desenvolvimento Aberto - Hello World");

	}
}

O Apache Tomcat Project mais recente inclui várias correções para problemas identificados em suas versões anteriores, bem como uma série de outras melhorias e mudanças. Configurar o Tomcat no Eclipse é fácil pois a IDE já comtempla uma integração com a empresa Apache tornando todo o procedimento muito simples. Atente-se que para utilizar a versão 8 do Tomcat no Eclipse você precisa ter a ultima versão do Eclipse ou atualizar a sua IDE com os releases mais recentes.

Configurando o Tomcat

1 – Abra a IDE Eclipse e no menu Window na opção Show View e escolha Servers. A janela de servidores aparecerá no canto inferior do Eclipse dizendo que não há nenhum servidor disponível, clique em novo servidor e expanda a pasta Apache e selecione a opção Apache Tomcat V8.0 Server, em seguida clique em Next:

Apache Tomcat - Novo Servidor

Apache Tomcat – Novo Servidor

2 – Na janela seguinte escolha a pasta onde se encontra a instalação do Tomcat, em seguida o JRE de sua maquina e clique em Finish:

Local e JRE

Local e JRE

3 – Com o servidor já criado precisamos inicia-lo, porem o Tomcat roda por instancia e se a instancia principal do servidor já estiver rodando em seu computador encontraremos um conflito nas portas de comunicação do servidor, você pode parar (Stop) a instancia principal, ou modificar as portas da sua instancia dinâmica clicando duas vezes no seu servidor, na aba Serves, localizado no painel inferior do Eclipse, e mudar as portas para que não exista conflito entre instancias do Tomcat:

Tomcat - Instancias e portas

Tomcat – Instancias e portas

Pronto, basta iniciar o servidor clicando na seta verde ou na opção Start e já temos uma configuração básica do Tomcat para criar nossos programas web em Java.

 

Criando uma Aplicação Java Servlet e testando o Tomcat

A API Java Servlet encontrada no pacote javax.servlet proporciona ao desenvolvedor a possibilidade de adicionar conteúdo dinâmico em um servidor web usando a plataforma Java. Os Servlets são classes Java usadas para estender as funcionalidades de um servidor. Apesar dos Servlets poderem responder a quaisquer tipos de requisições, eles normalmente são usados para estender as aplicações hospedadas por servidores web. Podemos dizer que Servlets são os equivalentes Java a outras tecnologias de conteúdo Web dinâmico, como PHP, ASP.NET e muitos outros.

1 – Crie um novo projeto dinâmico para a web, para isto abra no menu a opção Project, New e escolha Dynamic Web Project, coloque o nome do projeto de DaServets e clique em Next:

Dynamic Web Project

Dynamic Web Project

2 – Na tela seguinte marque o cheque Generate web.xml deployment descriptor e clique em Finish:

xml.web

xml.web

3 – Agora precisamos criar um novo Servlet que é nada mais que uma classe no qual vamos programar. No nome do projeto, na janela Project Explorer, clique com o botão direito, escolha New e escolha Servlet. Para o pacote nomeie como org.desenvolvimento.aberto e para a classe, MeuServlet e clique em Next:

New Servlet

New Servlet

4 – Na opção url mappings, para padronizar você pode editar a url e mudar todas as letras para caracteres em minúsculos e clique em Next:

Url Mappings

Url Mappings

5 – Na opção seguinte você pode escolher quais métodos serão criados automaticamente, desmarque o doPost e doGet e deixe somente service:

Métodos automaticos

Métodos automáticos

6 – Utilize o código abaixo para completar seu código gerado automaticamente e clique em Run para rodar o programa, escolha o servidor Tomcat e clique em Finish:

Servidor

Servidor

7 – Pronto, sua primeira aplicação web dinâmica foi executada com sucesso:

Hello World - Servlet - Tomcat

Hello World – Servlet – Tomcat

8 – Você pode abrir o seu navegador web e digitar a url do servidor para ver sua aplicação, utilize o seguinte endereço: http://localhost:9080/DaServets/meuservlet

Navegador Web

Navegador Web

Agora você já pode utilizar outros exemplos Java EE para saber mais sobre Java Enterprise.

Java

package com.desenvolvimento.aberto;

import java.io.IOException;
import java.io.PrintWriter;

import javax.servlet.ServletException;
import javax.servlet.annotation.WebServlet;
import javax.servlet.http.HttpServlet;
import javax.servlet.http.HttpServletRequest;
import javax.servlet.http.HttpServletResponse;

/**
 * Servlet implementation class MeuServlet
 * Classe
 */
@WebServlet("/meuservlet")
public class MeuServlet extends HttpServlet {
	private static final long serialVersionUID = 1L;

    /**
     * @see HttpServlet#HttpServlet()
     * Construtor da classe
     */
    public MeuServlet() {
        super();
        // TODO Auto-generated constructor stub
    }

	/**
	 * @see HttpServlet#service(HttpServletRequest request, HttpServletResponse response)
	 * Metodo service
	 */

	protected void service(HttpServletRequest request, HttpServletResponse response)
	                   		throws ServletException, IOException {

		PrintWriter imprimir = response.getWriter();
		imprimir.println("Desenvolvimento Aberto - Hello World");

	}
}

 

Eclipse – Spring Tool Suite – Linux – Java

Publicado: 10 de outubro de 2014 em Java, Linux

O Spring IO é uma plataforma 100% open source, leve e modular que reúne as principais APIs Spring em uma plataforma fundamentalmente coesa e com versão para aplicações modernas. No topo desta fundação também oferece ambientes de execução de domínio específico (DSRs) otimizados para tipos de aplicativos selecionados. Spring IO é composta por camadas de execução, como o Spring IO Foundation e Spring IO Execution layers.

A camada de fundação representa os módulos do núcleo do Spring e dependências de terceiros associados que tenham sido harmonizadas para garantir uma experiência de desenvolvimento suave. As DSRs fornecidos pelo Execution Layer do Spring IO simplificam, drasticamente a construção, as cargas de trabalho baseadas em JVM prontos para produção.

Spring Tool Suite for Eclipse

O Spring Tool Suite é um ambiente de desenvolvimento baseado em Eclipse que é personalizado para desenvolvimento de aplicações Spring. Ele fornece um ambiente de pronto para usar e para implementar, depurar, executar e implantar seus aplicativos Spring, incluindo integrações para Pivotal tc Server, Pivotal Cloud Foundry, Git, Maven, AspectJ, que integram os últimos lançamentos do Eclipse.

Spring IO: http://spring.io/tools/eclipse

Instalando o  Spring Tool Suite Windows

1 – Para instalar o STS abra a sua versão do Eclipse, no menu Help clique em Eclipse Market Place, no campo de pesquisa digite spring e execute a busca, localize a versão do STS para sua versão do Eclipse e clique em Install:

Marketplace - Linux

Marketplace – Linux

2 – Na tela de confirmação aguarde as opções serem carregadas e clique em Confirm:

Comfirmar - Linux

Comfirmar – Linux

3 – Aceite a licença e clique em Finish:

Licença - Linux

Licença – Linux

4 – Pronto, você pode utilizar o Spring Dashboard localizado no menu Help para saber mais e ficar atualizado sobre as novidades do Spring:

STS - Linux

STS – Linux

Você também pode utilizar nossos exemplos Java Enteprise para saber como funciona o Spring.

Eclipse – Spring Tool Suite – Windows – Java

Publicado: 10 de outubro de 2014 em Java

O Spring IO é uma plataforma 100% open source, leve e modular que reúne as principais APIs Spring em uma plataforma fundamentalmente coesa e com versão para aplicações modernas. No topo desta fundação também oferece ambientes de execução de domínio específico (DSRs) otimizados para tipos de aplicativos selecionados. Spring IO é composta por camadas de execução, como o Spring IO Foundation e Spring IO Execution layers.

A camada de fundação representa os módulos do núcleo do Spring e dependências de terceiros associados que tenham sido harmonizadas para garantir uma experiência de desenvolvimento suave. As DSRs fornecidos pelo Execution Layer do Spring IO simplificam, drasticamente a construção, as cargas de trabalho baseadas em JVM prontos para produção.

Spring Tool Suite for Eclipse

O Spring Tool Suite é um ambiente de desenvolvimento baseado em Eclipse que é personalizado para desenvolvimento de aplicações Spring. Ele fornece um ambiente de pronto para usar e para implementar, depurar, executar e implantar seus aplicativos Spring, incluindo integrações para Pivotal tc Server, Pivotal Cloud Foundry, Git, Maven, AspectJ, que integram os últimos lançamentos do Eclipse.

Spring IO: http://spring.io/tools/eclipse

Instalando o  Spring Tool Suite Windows

1 – Para instalar o STS abra a sua versão do Eclipse, no menu Help clique em Eclipse Market Place, no campo de pesquisa digite spring e execute a busca, localize a versão do STS para sua versão do Eclipse e clique em Install:

Marketplace Windows

Marketplace Windows

2 – Na tela de confirmação aguarde as opções serem carregadas e clique em Confirm:

Corfirmar - Windows

Corfirmar – Windows

3 – Aceite a licença e clique em Finish:

Licença - Windows

Licença – Windows

4 – Pronto, você pode utilizar o Spring Dashboard localizado no menu Help para saber mais e ficar atualizado sobre as novidades do Spring:

Spring Dashboard - Windows

Spring Dashboard – Windows

Você também pode utilizar nossos exemplos Java Enteprise para saber como funciona o Spring.

O Apache Maven é uma ferramenta de automação de compilação utilizada primariamente para projetos Java e significa acumulador de conhecimento, foi originalmente projetado como uma tentativa de simplificar os processos de construção do projeto Jakarta Turbine. Se tornando uma forma padrão para construir os projetos, uma definição clara do que o projeto consiste e uma maneira fácil de publicar informações sobre o projeto e também uma forma de compartilhar JARs em vários projetos. O principal objetivo da Maven é permitir que um desenvolvedor compreenda o estado completo de um esforço de desenvolvimento no menor período de tempo.

Maven: http://maven.apache.org/

Instalando o Maven no Windows

1 – Baixe o arquivo compactado contendo a versão atual do Maven, descompacte-o em uma pasta de sua preferencia que tenha haver com a instalação de suas ferramentas. Abra o painel de controle e escolha a opção Sistema, crie uma variável de ambiente chamada MAVEN_HOME e adicione o caminho do diretório do Maven que você está utilizando, veja a figura abaixo:

MAVEN_HOME

MAVEN_HOME

2 – Em seguida altere a variável de ambiente chamada Path e adicione no final do seu conteúdo o seguinte texto: “;%MAVEN_HOME%\bin” (sem as aspas):

Path

Path

3 – Após criar as duas variáveis abra o prompt de comando para verificar a instalação, digite: mvn –version

Maven - Versão instalação pronta

Maven – Versão instalação pronta

Instalação Maven Linux

Para instalar o Maven no sistema operacional Ubuntu, digite os seguintes comandos no terminal do Linux:

sudo apt-get update
sudo apt-get install maven

Para testar a instalação do Maven no Linux abra o terminal e digite: mvn –version

Maven - Linux - Instalação pronta

Maven – Linux – Instalação pronta

Instalando o M2Eclipse – Windows e Linux

O objetivo do projeto m2e é fornecer uma primeira classe de suporte Apache Maven na IDE Eclipse, tornando mais fácil editar o arquivo pom.xml do Maven, executar uma compilação a partir da IDE e muito mais.

M2E: https://www.eclipse.org/m2e/

Para instalar o plugin do Maven no eclipse abra o menu Help e clique na opção Install New Software, digite a url do plugin: http://download.eclipse.org/technology/m2e/releases e aperte a tecla Enter, selecione o plugin do Maven e siga as instruções da tela para finalizar a instalação:

Install New Software

Install New Software

Reinicie a IDE caso solicitado, para testar o plugin crie um novo projeto do tipo Others e digite Maven no campo de pesquisa, você deve estar apto a ver os projetos Maven, isto significa que sua instalação esta completa:

Projetos - Maven

Projetos – Maven

Utilize os exemplos Java EE para saber mais como utilizar o Maven.

 

 

O Apache Tomcat  é um servidor web desenvolvido pela Apache Software Foundation (ASF). O Tomcat implementa o Java Servlet e JavaServer Pages (JSP) especificados pela Oracle, e fornece um ambiente de servidor puro JavaHTTP web para o código Java.

TomCat 8: http://tomcat.apache.org/

Instalando o Apache Tomcat

1 – Após o download do arquivo você precisa instalar o OpenJDK 7, caso ainda não tenha instalado, para isto abra o terminal do Linux e siga os seguintes passos:

sudo apt-get install openjdk-7-jdk
cd Downloads
sudo tar -zxvf apache-tomcat-8.0.14.tar.gz -C /var/local/

Obs: Atente-se para o nome do arquivo compactado, será o nome da pasta gerada na descompactação, mude caso baixe uma versão diferente.

2- Caso não tenha nenhum servidor rodando na porta 8080, pule este passo. Caso tenha um outro servidor web em sua maquina mude as todas portas do arquivo de configuração para que iniciem o valor 9, por exemplo: 9080 e assim por diante, utilize a figura abaixo para referencia:

sudo gedit /var/local/apache-tomcat-8.0.14/conf/server.xml
Mudando as portas

Mudando as portas

3 – Você precisa definir um usuário e senha para que possa acessar as configurações do Tomcat, digite a seguinte linha de comando para alterar o arquivo de usuários:

sudo gedit /var/local/apache-tomcat-8.0.14/conf/tomcat-users.xml
Usuários - XML

Usuários – XML

 
<role rolename="manager-gui"/>
<user username="tomcat" password="tomcat" roles="manager-gui"/>

4 – Digite o comando a seguir para iniciar o servidor Tomcat:

sudo /var/local/apache-tomcat-8.0.14/bin/startup.sh
Iniciando o servidor

Iniciando o servidor

5 – Abra o seu navegador e digite o seguinte endereço, “localhost:9080“:

Apache Tomcat - Linux

Apache Tomcat – Linux

Você já está apto a criar suas aplicações Java para Web, utilize nossos exemplos para aprender Java EE.

Apache Tomcat – Java Servlet e Java Server Pages

Publicado: 8 de outubro de 2014 em Java

O Apache Tomcat  é um servidor web desenvolvido pela Apache Software Foundation (ASF). O Tomcat implementa o Java Servlet e JavaServer Pages (JSP) especificados pela Oracle, e fornece um ambiente de servidor puro JavaHTTP web para o código Java. Para instalar o Apache Tomcat utilize o link abaixo e baixe a versão com instalador, após o download inicie o instalador com direitos de administrador:

TomCat 8: http://tomcat.apache.org/

Instalando o Apache Tomcat

1 – Na tela de boas vindas clique em next:

welcome

welcome

2 – Na tela de licença escolha a opção I Agree:

Licença

Licença

3 – Na janela de componentes clique em next:

Componentes

Componentes

4 – A janela de configurações permite entre outros parâmetros que você escolha as portas para o servidor web, você precisa ter certeza que não há outro servidor utilizando as mesmas portas, caso não tenha nenhum servidor deixe o valor padrão. Caso possua uma instalação do Oracle XE ou outro servidor web em sua maquina mude as portas como na figura abaixo, digite um usuário e senha para o acessar o painel de gerenciamento do servidor:

Portas (9080)

Portas (9080)

5 – A janela seguinte apontará sua instalação Java, clique em Next:

Java

Java

6 – Escolha o local da instalação e clique em Install:

Local

Local

7 – Aguarde o andamento da instalação:

Andamento

Andamento

8 – Após o termino da instalação deixe as opções de iniciar o servidor e abrir arquivo leia-me marcadas e clique em Finish:

Fim da Instalação

Fim da Instalação

9 – Aguarde a inicialização do servidor, você pode alterar as opções no ícone na barra de tarefas:

Iniciando o servidor

Iniciando o servidor

10 – Para testar abra seu navegador e digite “localhost:9080“:

Apache Tomcat

Apache Tomcat

 

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O termo Enterprise se refere a organização empresarial corporativa. Na indústria de computadores, o termo é frequentemente usado para descrever qualquer grande organização que utiliza computadores, sistemas operacionais, softwares ou ferramentas de desenvolvimento para o mundo dos negócios. E ao analisarmos o DNA das soluções Enterprise que encontramos nos dias de hoje, sem duvida encontraremos a herança de uma empresa que foi amplamente responsável por tudo que conhecemos, a IBM, empresa pioneira no desenvolvimento de hardware e softwares corporativos.

O principal software corporativo é chamado de Enterprise Resource Planning (ERP) e grande parte de toda infraestrutura e metodologias existentes no universo corporativo prezam garantir que este software funcione perfeitamente desde o inicio da era da computação empresarial. O ERP nasceu de seu antecessor, Manufacturing Resource Planning (MRP) e evoluiram desde os primórdios dos pacote de gerenciamento de banco de dados comercial desenvolvido por Gene Thomas na IBM na década de 1960. Logo os primeiros sistemas ERP foram concebidos como uma ferramenta organizacional e de programação para as empresas industriais. A função da próxima geração de sistemas de software ERP foram estendidos além dos limites do que poderia ser feito para uso interno de uma empresa de fabricação individual e começou a incluir clientes e fornecedores. Não demorou muito para que outras indústrias reconhecessem os benefícios dos sistemas ERP, então as agências governamentais e organizações do setor de serviços também começaram a tirar proveito desta tecnologia.

A evolução se deu dos processos executados em grandes mainframes, como IBM/360 para os processos atuais que gerenciam enormes quantidades de dados em tempo real e são executados em diferentes plataformas transpondo os limites físicos das empresas, permitindo que o processo de trabalho continue sem fronteiras e a qualquer hora, em qualquer lugar.

De onde vem os softwares Enterprise?

Um rápido passeio pela historia das três maiores soluções Enterprise encontradas no mercado de software da atualidade, nos mostram o como foi o inicio dos sistemas corporativos:

A SAP AG criada em 1972 por cinco consultores da IBM que perceberam a possibilidade de criar um pacote de software padrão a ser executado em um mainframe IBM. Em dezoito meses foi criado o sistema R que foi renomeado para R/1, sendo seguido pelo sistema R/2 de duas camadas e logo depois o R/3 apareceu inicialmente no final dos anos 80 quando a IBM lançou sua arquitetura SNA, mas foi decidido trabalhar com Unix no lugar do mainframe IBM e após cinco anos de desenvolvimento, em 1992 o sistema R/3 finalmente foi lançado.

A JD Edwards World Solution Company, foi fundada em março 1977 e era uma empresa de software empresarial, o foco inicial da empresa foi o desenvolvimento de um programa de contabilidade necessário para seus clientes. Seu produto mais popular chamado World era centralizado em servidores, bem como multiusuário; os usuários poderiam acessar o sistema usando um dos vários terminais de computador da IBM ou “telas verdes”. Como um sistema ERP, o JD Edwards World incluía as três áreas básicas de atuação: analista funcional/negócios, desenvolvedor/programador e  administração do sistema.

O Microsoft Dynamics AX foi originalmente desenvolvido como uma colaboração entre a IBM e a dinamarquesa Damgaard Data que resultou no IBM Axapta. O Axapta foi inicialmente lançado em março de 1998, nos mercados dinamarqueses  e norte-americanos. A IBM devolveu todos os direitos sobre o produto para a Damgaard Data logo após o lançamento da versão 1.5 antes da Damgaard Data ser fundida com Navision Software A/S em 2000, a empresa combinada, inicialmente Navision Damgaard, depois Navision A/S, foi adquirida pela Microsoft em julho de 2002 e em setembro de 2011, a Microsoft anunciou o lançamento da versão nova AX 2012.

Hoje a IBM não possui uma solução de ERP mas ela endossa através de suas alianças poderosas soluções em conjunto com a SAP e Oracle:

IBM ERP Alliance: http://www.ibm.com/solutions/alliance/us/en/index/erp.html

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O que os Softwares Corporativos Podem Fazer?

Unificar os dados como um todo, integrando os sistemas de gestão empresarial, permitindo a centralização de todo o negócio em uma única fonte, pois são desenvolvidos para atender às necessidades das diferentes áreas de uma empresa.

As varias ferramentas oferecem aos seus gestores um maior controle sobre suas operações e planejamentos, interligando todos os departamentos e se tornando um importante apoio às decisões estratégicas da diretoria, indicando os mercados mais lucrativos no qual pode-se investir.

Como beneficio a empresa passa a obter maior agilidade aos processos e uma maximização de resultados a longo prazo, com a padronização das informações internas consegue-se uma ampla visibilidade dos procedimentos empresariais e uma automação das dinâmicas de apoio. A obtenção de dados em tempo real, possibilita a eliminação das falhas de comunicação entre os setores e um melhor gerenciamento de qualidade de seus produtos ou serviços e também um melhor relacionamento com os seus clientes.

Como é a arquitetura de um software Enterprise?

Os softwares Enterprise geralmente utilizam o topo da tecnologia disponível em termos de hardware. Novos hardwares são construídos para atender as novas exigências que as empresas demandam com o crescimento baseado no beneficio da tecnologia que elas adquirem, sendo assim novos hardwares necessitam de novas versões de softwares e sistemas operacionais para que possam ser controlados, gerando um ciclo de desenvolvimento de tecnologia de ponta.

Os programas Enterprise atuais utilizam uma arquitetura de três camadas, cada camada é auto contida o suficiente de forma que a aplicação pode ser dividida em vários computadores em uma rede distribuída. As camadas são compostas da interface do usuário (Camada de Apresentação ou Servidor de Apresentação); da lógica do negócio (Camada de Negócio ou Servidor de Aplicação) e da camada de banco de dados (Camada de Dados ou Servidor de Dados). Cada camada desta arquitetura é normalmente mantida em um ou mais servidores para tornar-se mais escalonável e independente das demais. Com o mesmo objetivo são utilizadas tecnologias de middleware como, por exemplo, COM, CORBA, Web Services ou RMI. Esta arquitetura tem como características baixos custos de disponibilização, de mudança da base de dados, de mudança na lógica de negócios, eficiente armazenamento e reutilização de recursos.

Três camadas SAP:

R/3 - Três camadas

R/3 – SAP – Três camadas

Três camadas Oracle:

JD Edwards - três camadas

JD Edwards – Oracle – Três camadas

Três camadas Microsoft:

Dynamics - Microsoft - Três camadas

Dynamics – Microsoft – Três camadas

Como funcionam na pratica para desenvolvedores e consultores?

Os softwares corporativos que integram a linha empresarial como já vimos ditam não só a tecnologia de hardware e software mas também o funcionamento de empresas de tecnologia, de desenvolvimento ou consultorias que trabalham com este tipo de solução.

No mercado de softwares corporativos um desenvolvedor em alguns casos também é um tipo de consultor ou especialista, outras profissões que conhecemos no mercado da tecnologia também se enquadram no time de consultores tendo sua própria nomenclatura, os códigos fontes são abertos e podem ser herdados e modificados, porem geralmente tudo que é desenvolvido dentro de um software corporativo pela licença sob o qual ele é gerido é de propriedade da empresa fabricante do software, entretanto é permitindo que consultorias desenvolvam e comercializem módulos adicionais para seus produtos seguindo as melhores praticas de desenvolvimento, implantação e manutenção da empresa detentora da solução.

Os sistemas ERP podem se conectar com qualquer banco de dados topo de linha do mercado e tem como parceiros as empresas fabricantes de cada banco, quando também não é proprietária de uma solução de banco de dados, em ambos os casos os bancos de dados possuem Features exclusivas desenvolvidas para uso com cada um destes sistemas. Os sistemas ERP contam com um dicionário de dados que controla o banco de dados em uso, permitindo que o sistema e os desenvolvedores utilizem uma linguagem única para acesso a dados. Possuem também seu próprio compilador e sua própria linguagem de programação na qual as consultorias podem desenvolver novos módulos ou modificar módulos existentes.

A SAP possui a linguagem Abap, a Oracle utiliza entre outros métodos a linguagem C e a Microsoft a linguagem X++. As empresas terceirizadas também podem desenvolver outros softwares corporativos que se comunicam com o ERP através de um protocolo de comunicação especifico, geralmente utilizando as tecnologias DCOM ou Corba e são nada mais que interfaces para a comunicação entre um sistema proprietário e outro compatível de terceiros através de conexões TCP/IP e podem chamar funções remotas do ERP que são criadas para inserir ou exportar dados garantindo a consistência de dados utilizando a própria regra de negocio do ERP e fornecendo uma maneira para que um programa externo escrito em linguagens como  Java, C, C ++C# ou outras línguas possam também atuar como o cliente ou servidor em uma chamada.

SAP – Abap: Linguagem de programação.

Oracle – JDE: Development Tools.

Microsoft – MorphX: IDE e linguagem X++.

Solutions_key
Como é a Metodologia dos Softwares Enterprise?

Com décadas de experiência no mercado corporativo os softwares empresariais desenvolveram algumas metodologias ao longo dos anos que possibilitam que as empresas utilizem de forma adequada suas soluções, abrangendo todas as fases de um projeto desde a engenharia de software, a definição de escopo, passando pela especificação funcional, design, construção, testes, até chegar à validação, implantação e uso produtivo da solução.

ASAP Methodology: Metodologia ASAP

Oracle Unified Method: Metodologia OUM

Microsoft Dynamics Sure Step methodology: Metodologia MS Sure Step

Falando de modo genérico já que estamos nos referindo a três ótimos softwares empresariais da atualidade, podemos perceber que os três possuem uma arquitetura semelhante que proporciona uma metodologia muito similar para execução de seus projetos, deste modo, segue uma visão geral de um projeto corporativo.

A fase de preparação geralmente é executada por um gerente de projetos e engloba o escopo, estimativas, planejamento inicial do projeto, cronograma, aspectos técnicos, definição de equipe, identificação de riscos e estratégias, planejamento de controle de qualidade e o inicio do projeto.

A fase inicial, já com os recursos definidos em ação, o gerente de projeto e os analistas funcionais devem tratar do levantamento dos processos de negócio, gestão do projeto, mudanças organizacionais, definição dos novos processos de negócio, necessidades e mudanças organizacionais.

Com toda a definição realizada, já na fase de customização e desenvolvimento, entra em cena os consultores especialistas que iniciam a configuração, implementação e o desenvolvimento das definições funcionais que entre elas estão a configuração base, a configuração final, desenvolvimento de programas, implementação de interfaces, testes unitários, testes integrados, documentação de cenários e processos, execução dos treinamentos aos key users e usuários, controle de qualidade e a correção de possíveis erros.

Na fase de pré-produção toda atenção se volta aos detalhes finais como, testes de volume, testes de stress, planejamento da implantação, estratégia de implantação, treinamentos finais e o controle de qualidade.

Com tudo pronto o projeto é finalmente implantado e o sistema é colocado em produção e os retoques finais são a transferência de pré-produção, ajuste da configuração de hardware, ajustes na configuração de software, base de dados, sistema operacional e outros. Só então se inicia os treinamentos finais, suporte aos key-users e usuários e encerramento do projeto.

Ambientes Corporativos

Integrando a metodologia de gestão de projeto os softwares corporativos e suas demais ferramentas são desenvolvidas para utilizar ambientes específicos nos quais tem o intuito de maximizar a eficiência dos métodos de implantação, desenvolvimento, testes, qualidade, treinamento, utilização e gerenciamento dos produtos adquiridos. Cada ambiente possui suas especificações de uso e são utilizados para uma finalidade especifica e devido a eficiência deste modelo outras metodologias também utilizam alguns destes cenários.

Ambientes do SAP:

Alguns dos ambientes SAP

Alguns dos ambientes SAP

Ambientes da Oracle:

Alguns dos ambientes Oracle

Alguns dos ambientes Oracle

Ambientes da Microsoft:

Alguns dos ambientes Microsoft

Alguns dos ambientes Microsoft

Como Desenvolver Suas Próprias Aplicações Enterprise?

As grandes empresas de tecnologia que desenvolvem o hardwaresoftware para o mercado corporativo em sua maioria também desenvolvem ferramentas para desenvolvimento de softwares para empresas terceirizadas, para que estas possam desenvolver seus próprios softwares empresariais ou soluções que complementas as soluções já existentes, entre elas a Oracle, a IBM, a Microsoft e com exceção da SAP que também utilizam em certos casos o Java da Oracle e ferramentas da IBM como a IDE Eclipse. Todas disponibilizam um vasto matérial sobre como desenvolver seus próprios projetos Enterprise, veja os seguintes links:

Microsoft: http://msdn.microsoft.com/en-us/library/ff648951.aspx

Oracle: http://www.oracle.com/technetwork/java/javaee/overview/index.html

IBM: http://www.ibm.com/developerworks/

SAP: Enterprise Learning

O primeiro passo é ter em mente que um software enterprise bem sucedido necessita de hardware adequado, arquitetura e programação adequada, metodologia adequada, consultoria adequada e o mais importante de tudo um grande know-how das regras de negocio das áreas incluídas no escopo de sua solução.